terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009

Tirando uma crise de "meia" idade que me perturbou na passagem para os 22, os últimos dias têm sido serenos e com algum estudo precedendo os agora últimos exames. 2008 como múltiplo de 7 que foi para mim, foi marcado por bastantes mudanças. 2009 espera-se igual.

O mundo é imenso... e para melhor.. muda-se sempre.

Bom ano,
Sejam felizes,

pedroftramos

sábado, 20 de dezembro de 2008

chega o dia em que se perde...

Estou numa daquelas noites em que podia escrever mil dias sem parar.

Dada a impossibilidade de digitalizar todo o papel que será alvo da minha fúria fica o episódio mais marcante.


É sabido de muitos o meu gosto pelo ensino e o inclusive sucesso a que me tenho reservado ao longo dos últimos 3 anos de 5's e quadros de mérito. Acontece que hoje, ao chegar como tantos outros dias à sala sabedora e fria do centro, marquei encontro com um olhar cabisbaixo, humilde e ternurento que me disse:

Desculpa Pedro, não consegui.

Sabendo eu o porquê de tanta infelicidade tentei confortar uma alma que apesar de encontrada se encontra ainda em apeadeiros escavados pelo tempo.

Ver chorar um já homem feito por alegadamente ter desiludido o nosso esforço é também algo para o qual não nos preparamos e não merecemos.

Ao mesmo tempo valem depois as confissões de culpa e o desejo cerrado de ir mais longe e atingir os objectivos.

É nesta corrente de amizade e cooperação que me vou construindo... enriquecendo de grandes tudos.


Smile e bom natal que amanhã é dia de circo ( e em Janeiro há recuperação )

pedroftramos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

ZzZzZz...

Ainda que terminadas as aulas, tenho andado entre papers económicos, muitas explicações e elaboração de planos para o futuro. Quanto a estes certamente serão comentados aqui na devida altura... Para já fica a justificação para a falta de textos e a promessa de o fazer brevemente.

Smile


pedroftramos

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Olhar


Perante um desfiladeiro fundo ainda que envolto em espaços verdejantes sou confrontado com a opção de chegar à outra margem por uma ponte de cordas sonoras e crispadas pelo tempo. No primeiro instante observo em redor este lado e vejo arvores frondosas, cascatas sumptuosas e lagos brilhantes; do outro lado uma vegetação densa que se contrai ao olhar e guarda o segredo.
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A ponte a baloiçar, as tábuas a desafiarem o coração mais sereno e um outro lado por descobrir despertam em mim uma vontade de jornada à Jones.
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Inicio o caminho lentamente, suportando o pé uma e outra vez, embora em tábuas alternadas que randomizam o risco e se estabelecem enquanto fuga.
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Deixo a safety zone para voar na incerteza e na adrenalina que apenas aquele som consegue dar. Conjugo movimentos ao seu ritmo e perco a noção do espaço, o que não é mau de todo se levar em conta uma ligeira acrofobia.
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Ao cruzar da metade, a outra margem é agora menos visível devido à neblina baixa e fria que se instalou. O equilíbrio desafia a sorte, o peso é menos sustentado e a madeira cede até ao rio que bem longe segue despreocupado. . Respiro fundo, fito o objectivo e continuo mais enquadrado com o perigo.
A densidade é agora ilusão, o oásis vegetação, a ponte … difusa
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O olhar?
Esse é o mesmo.
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pedroftramos