Não sei, não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado de dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que alma cá dentro se acalma nos versos que canto
Foi Deus que deu voz ao vento,
Luz ao firmamento e deu o azul às ondas do mar
Foi deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez poeta o rouxinol, pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei o que canto
Misto de ventura, saudade ternura e talvez amor
Mas sei que cantando, sinto mesmo quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto nos deixa melhor.
Foi Deus que deu luz aos olhos, deu o ouro ao sol e a prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito um rosário de penas que vou
Desfiando e choro a cantar.
sábado, 29 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Natal...
O frio convida a um bom abraço, a chuva a um abrigo, o fim de tarde cinzento a um chá ou chocolate quente entre amigos e/ou familiares.
E ao longo do nosso caminho para esses mesmos abrigos ou espaços de convívio vemos agora encolhidos e adoentados os que "sem família" avaliam o Dezembro como um tremor continuado, um desolo temporal e uma obrigação á fuga da sua inércia para se manterem quentes.
As mesmas caras que queimadas pelo sol nos pediam ajuda durante os meses quentes, e para as quais demasiado ocupados com todas as possibilidades de aventura, nos esquecíamos de olhar... arrastam-se agora no nosso campo visual arrancando de nós um carinho especial, um sorriso ou um gesto. A sua coordenação é frágil, o olhar invernoso, inquietante.
Ainda que saiba não ser o que procuram directamente, criei a tendência de saudar estas pessoas como tais. A capacidade sociológica e de integração implica uma contraparte que muitas vezes pelo corte do ciclo, afunda estas mentes envelhecidas em solidões profundas.
Então no prolongamento da insanidade que me leva a ser turista na minha própria vila, saio nos meus Domingos à tarde em busca desta bondade perdida em ruelas e becos com história.
Um "muito boa tarde" ou "como está?" parecem vindos do além e muitas vezes não obtêm resposta.. mas sempre.. sempre.. um segundo olhar.. uma reflexão.. um regresso ao passado na busca das feições daquela estranho, ridículo, aborrecido e insolente que ousa interromper o seu monólogo. A um segundo ou terceiro encontro já o resultado é diferente... a mesma desconfiança, mas um maior brilho.
Depois chega a quadra.. os dias que precedem A noite e sou eu também um pouco de barbas.... mas isso é outra história.
Sorriam,
pedroftramos
E ao longo do nosso caminho para esses mesmos abrigos ou espaços de convívio vemos agora encolhidos e adoentados os que "sem família" avaliam o Dezembro como um tremor continuado, um desolo temporal e uma obrigação á fuga da sua inércia para se manterem quentes.
As mesmas caras que queimadas pelo sol nos pediam ajuda durante os meses quentes, e para as quais demasiado ocupados com todas as possibilidades de aventura, nos esquecíamos de olhar... arrastam-se agora no nosso campo visual arrancando de nós um carinho especial, um sorriso ou um gesto. A sua coordenação é frágil, o olhar invernoso, inquietante.
Ainda que saiba não ser o que procuram directamente, criei a tendência de saudar estas pessoas como tais. A capacidade sociológica e de integração implica uma contraparte que muitas vezes pelo corte do ciclo, afunda estas mentes envelhecidas em solidões profundas.
Então no prolongamento da insanidade que me leva a ser turista na minha própria vila, saio nos meus Domingos à tarde em busca desta bondade perdida em ruelas e becos com história.
Um "muito boa tarde" ou "como está?" parecem vindos do além e muitas vezes não obtêm resposta.. mas sempre.. sempre.. um segundo olhar.. uma reflexão.. um regresso ao passado na busca das feições daquela estranho, ridículo, aborrecido e insolente que ousa interromper o seu monólogo. A um segundo ou terceiro encontro já o resultado é diferente... a mesma desconfiança, mas um maior brilho.
Depois chega a quadra.. os dias que precedem A noite e sou eu também um pouco de barbas.... mas isso é outra história.
Sorriam,
pedroftramos
sábado, 22 de novembro de 2008
Calor...
Nada como um fim de tarde a escrever à luz e calor de uma lareira ...
Btw.. é sábado.. w'r u?
Btw.. é sábado.. w'r u?
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Saudade
Nos fabulosos jantares que reúnem o não menos fabuloso grupo de Viena, discutia-se à distância de um ano, os bons momentos vividos e a vontade de voltar aos mesmos lugares, às mesmas recordações.
Já sozinho, num dos espaços de instrospecção revi as palavras de cada um e os olhos brilhantes comentando com saudade a magia daquela cidade. Tentei eu próprio rever os fins de tarde, os passeios madrugadores e as idas à missa em Alemão que não percebia.
Olhei para a pilha de papeis à minha frente, abri o moleskine e vi uma semana de testes e trabalhos. Olhei para mim e vi uma mente preocupada com objectivos académicos e profissionais, gerindo os factos do passado recente. Então percebi o que era Viena.. percebi os sonhos.. percebi a liberdade e saí...
Vesti o meu casaco comprido que usava pela ringstrasse e pelas lojas da stephanplatz, agarrei no meu cachecol e luvas mais quentes, (des)penteei-me, pus o mesmo perfume de Viena e saí...
Cheguei ao centro de Cascais carregado de entusiasmo e expectativas. De camara na mão percorri todas as ruas, captando pessoas, monumentos e nadas. Olhava em redor qual turista que chega pela primeira vez à cidade. Abordo um casal e pergunto no meu melhor accent inglês onde fica a marina. Eles sorriem e indicam-me o caminho que conheço faz anos. Continuo a falar com uma e outra pessoa, que amavalmente me respondem a todas as dúvidas que pareço ter. Despreocupado, liberto de tudo e todos, sem testes ou deadlines ou agendas, chego à Baía de Cascais e sento-me no meu lugar de eleição junto a D.Carlos. O fim de tarde é cinzento, ventoso e frio... paro, foco o horizonte, fecho os olhos, saio do meu corpo e deixo-me levar.. Estou em qualquer lugar do mundo, sou um turista de máquina na mão e coração aberto. Sou livre, louco e feliz. Respiro fundo, absorvo o momento, levanto-me e volto à realidade.
...
Sempre tive esta tendença louca de me perder. Adoro parar o relógio (literalmente), largar o ser metódico e racional e ser o mendigo das pequenas perfeições.
Louco, mas feliz...
Genuinamente feliz.
Os lugares ficam
Os amigos...
Vêm connosco.
E com eles...
Não há lugares.
pedroftramos
Já sozinho, num dos espaços de instrospecção revi as palavras de cada um e os olhos brilhantes comentando com saudade a magia daquela cidade. Tentei eu próprio rever os fins de tarde, os passeios madrugadores e as idas à missa em Alemão que não percebia.
Olhei para a pilha de papeis à minha frente, abri o moleskine e vi uma semana de testes e trabalhos. Olhei para mim e vi uma mente preocupada com objectivos académicos e profissionais, gerindo os factos do passado recente. Então percebi o que era Viena.. percebi os sonhos.. percebi a liberdade e saí...
Vesti o meu casaco comprido que usava pela ringstrasse e pelas lojas da stephanplatz, agarrei no meu cachecol e luvas mais quentes, (des)penteei-me, pus o mesmo perfume de Viena e saí...
Cheguei ao centro de Cascais carregado de entusiasmo e expectativas. De camara na mão percorri todas as ruas, captando pessoas, monumentos e nadas. Olhava em redor qual turista que chega pela primeira vez à cidade. Abordo um casal e pergunto no meu melhor accent inglês onde fica a marina. Eles sorriem e indicam-me o caminho que conheço faz anos. Continuo a falar com uma e outra pessoa, que amavalmente me respondem a todas as dúvidas que pareço ter. Despreocupado, liberto de tudo e todos, sem testes ou deadlines ou agendas, chego à Baía de Cascais e sento-me no meu lugar de eleição junto a D.Carlos. O fim de tarde é cinzento, ventoso e frio... paro, foco o horizonte, fecho os olhos, saio do meu corpo e deixo-me levar.. Estou em qualquer lugar do mundo, sou um turista de máquina na mão e coração aberto. Sou livre, louco e feliz. Respiro fundo, absorvo o momento, levanto-me e volto à realidade.
...
Sempre tive esta tendença louca de me perder. Adoro parar o relógio (literalmente), largar o ser metódico e racional e ser o mendigo das pequenas perfeições.
Louco, mas feliz...
Genuinamente feliz.
Os lugares ficam
Os amigos...
Vêm connosco.
E com eles...
Não há lugares.
pedroftramos
domingo, 9 de novembro de 2008
just beautiful...
“The human heart has hidden treasures, in secret kept, in silence sealed; The thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures, Whose charms were broken if revealed”
Charlotte Bronte
Charlotte Bronte
terça-feira, 4 de novembro de 2008
You make me feel so Young
You make me feel so young
You make me feel like spring has sprung
Every time I see you grin
Im such a happy individual
The moment that you speak
I want to go and play hide-and-seek
I want to go and bounce the moon
Just like a toy balloon
You and i, are just like a couple of tots
Running across the meadow
Picking up lots of forget-me-nots
You make me feel so young
You make me feel there are songs to be sung
Bells to be rung, and a wonderful fling to be flung
And even when Im old and gray
Im gonna feel the way I do today
cause you make me feel so young
Frank by
pedroftramos
You make me feel like spring has sprung
Every time I see you grin
Im such a happy individual
The moment that you speak
I want to go and play hide-and-seek
I want to go and bounce the moon
Just like a toy balloon
You and i, are just like a couple of tots
Running across the meadow
Picking up lots of forget-me-nots
You make me feel so young
You make me feel there are songs to be sung
Bells to be rung, and a wonderful fling to be flung
And even when Im old and gray
Im gonna feel the way I do today
cause you make me feel so young
Frank by
pedroftramos
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