Tirando uma crise de "meia" idade que me perturbou na passagem para os 22, os últimos dias têm sido serenos e com algum estudo precedendo os agora últimos exames. 2008 como múltiplo de 7 que foi para mim, foi marcado por bastantes mudanças. 2009 espera-se igual.
O mundo é imenso... e para melhor.. muda-se sempre.
Bom ano,
Sejam felizes,
pedroftramos
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
chega o dia em que se perde...
Estou numa daquelas noites em que podia escrever mil dias sem parar.
Dada a impossibilidade de digitalizar todo o papel que será alvo da minha fúria fica o episódio mais marcante.
É sabido de muitos o meu gosto pelo ensino e o inclusive sucesso a que me tenho reservado ao longo dos últimos 3 anos de 5's e quadros de mérito. Acontece que hoje, ao chegar como tantos outros dias à sala sabedora e fria do centro, marquei encontro com um olhar cabisbaixo, humilde e ternurento que me disse:
Desculpa Pedro, não consegui.
Sabendo eu o porquê de tanta infelicidade tentei confortar uma alma que apesar de encontrada se encontra ainda em apeadeiros escavados pelo tempo.
Ver chorar um já homem feito por alegadamente ter desiludido o nosso esforço é também algo para o qual não nos preparamos e não merecemos.
Ao mesmo tempo valem depois as confissões de culpa e o desejo cerrado de ir mais longe e atingir os objectivos.
É nesta corrente de amizade e cooperação que me vou construindo... enriquecendo de grandes tudos.
Smile e bom natal que amanhã é dia de circo ( e em Janeiro há recuperação )
pedroftramos
Dada a impossibilidade de digitalizar todo o papel que será alvo da minha fúria fica o episódio mais marcante.
É sabido de muitos o meu gosto pelo ensino e o inclusive sucesso a que me tenho reservado ao longo dos últimos 3 anos de 5's e quadros de mérito. Acontece que hoje, ao chegar como tantos outros dias à sala sabedora e fria do centro, marquei encontro com um olhar cabisbaixo, humilde e ternurento que me disse:
Desculpa Pedro, não consegui.
Sabendo eu o porquê de tanta infelicidade tentei confortar uma alma que apesar de encontrada se encontra ainda em apeadeiros escavados pelo tempo.
Ver chorar um já homem feito por alegadamente ter desiludido o nosso esforço é também algo para o qual não nos preparamos e não merecemos.
Ao mesmo tempo valem depois as confissões de culpa e o desejo cerrado de ir mais longe e atingir os objectivos.
É nesta corrente de amizade e cooperação que me vou construindo... enriquecendo de grandes tudos.
Smile e bom natal que amanhã é dia de circo ( e em Janeiro há recuperação )
pedroftramos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
ZzZzZz...
Ainda que terminadas as aulas, tenho andado entre papers económicos, muitas explicações e elaboração de planos para o futuro. Quanto a estes certamente serão comentados aqui na devida altura... Para já fica a justificação para a falta de textos e a promessa de o fazer brevemente.
Smile
pedroftramos
Smile
pedroftramos
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Olhar

Perante um desfiladeiro fundo ainda que envolto em espaços verdejantes sou confrontado com a opção de chegar à outra margem por uma ponte de cordas sonoras e crispadas pelo tempo. No primeiro instante observo em redor este lado e vejo arvores frondosas, cascatas sumptuosas e lagos brilhantes; do outro lado uma vegetação densa que se contrai ao olhar e guarda o segredo.
.
A ponte a baloiçar, as tábuas a desafiarem o coração mais sereno e um outro lado por descobrir despertam em mim uma vontade de jornada à Jones.
.
.
Inicio o caminho lentamente, suportando o pé uma e outra vez, embora em tábuas alternadas que randomizam o risco e se estabelecem enquanto fuga.
.
Deixo a safety zone para voar na incerteza e na adrenalina que apenas aquele som consegue dar. Conjugo movimentos ao seu ritmo e perco a noção do espaço, o que não é mau de todo se levar em conta uma ligeira acrofobia.
.
.
Ao cruzar da metade, a outra margem é agora menos visível devido à neblina baixa e fria que se instalou. O equilíbrio desafia a sorte, o peso é menos sustentado e a madeira cede até ao rio que bem longe segue despreocupado. . Respiro fundo, fito o objectivo e continuo mais enquadrado com o perigo.
A densidade é agora ilusão, o oásis vegetação, a ponte … difusa
A densidade é agora ilusão, o oásis vegetação, a ponte … difusa
.
.
O olhar?
Esse é o mesmo.
.
.
.
pedroftramos
sábado, 29 de novembro de 2008
"Foi Deus"
Não sei, não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado de dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que alma cá dentro se acalma nos versos que canto
Foi Deus que deu voz ao vento,
Luz ao firmamento e deu o azul às ondas do mar
Foi deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez poeta o rouxinol, pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei o que canto
Misto de ventura, saudade ternura e talvez amor
Mas sei que cantando, sinto mesmo quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto nos deixa melhor.
Foi Deus que deu luz aos olhos, deu o ouro ao sol e a prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito um rosário de penas que vou
Desfiando e choro a cantar.
Porque canto o fado neste tom magoado de dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que alma cá dentro se acalma nos versos que canto
Foi Deus que deu voz ao vento,
Luz ao firmamento e deu o azul às ondas do mar
Foi deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez poeta o rouxinol, pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei o que canto
Misto de ventura, saudade ternura e talvez amor
Mas sei que cantando, sinto mesmo quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto nos deixa melhor.
Foi Deus que deu luz aos olhos, deu o ouro ao sol e a prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito um rosário de penas que vou
Desfiando e choro a cantar.
domingo, 23 de novembro de 2008
Natal...
O frio convida a um bom abraço, a chuva a um abrigo, o fim de tarde cinzento a um chá ou chocolate quente entre amigos e/ou familiares.
E ao longo do nosso caminho para esses mesmos abrigos ou espaços de convívio vemos agora encolhidos e adoentados os que "sem família" avaliam o Dezembro como um tremor continuado, um desolo temporal e uma obrigação á fuga da sua inércia para se manterem quentes.
As mesmas caras que queimadas pelo sol nos pediam ajuda durante os meses quentes, e para as quais demasiado ocupados com todas as possibilidades de aventura, nos esquecíamos de olhar... arrastam-se agora no nosso campo visual arrancando de nós um carinho especial, um sorriso ou um gesto. A sua coordenação é frágil, o olhar invernoso, inquietante.
Ainda que saiba não ser o que procuram directamente, criei a tendência de saudar estas pessoas como tais. A capacidade sociológica e de integração implica uma contraparte que muitas vezes pelo corte do ciclo, afunda estas mentes envelhecidas em solidões profundas.
Então no prolongamento da insanidade que me leva a ser turista na minha própria vila, saio nos meus Domingos à tarde em busca desta bondade perdida em ruelas e becos com história.
Um "muito boa tarde" ou "como está?" parecem vindos do além e muitas vezes não obtêm resposta.. mas sempre.. sempre.. um segundo olhar.. uma reflexão.. um regresso ao passado na busca das feições daquela estranho, ridículo, aborrecido e insolente que ousa interromper o seu monólogo. A um segundo ou terceiro encontro já o resultado é diferente... a mesma desconfiança, mas um maior brilho.
Depois chega a quadra.. os dias que precedem A noite e sou eu também um pouco de barbas.... mas isso é outra história.
Sorriam,
pedroftramos
E ao longo do nosso caminho para esses mesmos abrigos ou espaços de convívio vemos agora encolhidos e adoentados os que "sem família" avaliam o Dezembro como um tremor continuado, um desolo temporal e uma obrigação á fuga da sua inércia para se manterem quentes.
As mesmas caras que queimadas pelo sol nos pediam ajuda durante os meses quentes, e para as quais demasiado ocupados com todas as possibilidades de aventura, nos esquecíamos de olhar... arrastam-se agora no nosso campo visual arrancando de nós um carinho especial, um sorriso ou um gesto. A sua coordenação é frágil, o olhar invernoso, inquietante.
Ainda que saiba não ser o que procuram directamente, criei a tendência de saudar estas pessoas como tais. A capacidade sociológica e de integração implica uma contraparte que muitas vezes pelo corte do ciclo, afunda estas mentes envelhecidas em solidões profundas.
Então no prolongamento da insanidade que me leva a ser turista na minha própria vila, saio nos meus Domingos à tarde em busca desta bondade perdida em ruelas e becos com história.
Um "muito boa tarde" ou "como está?" parecem vindos do além e muitas vezes não obtêm resposta.. mas sempre.. sempre.. um segundo olhar.. uma reflexão.. um regresso ao passado na busca das feições daquela estranho, ridículo, aborrecido e insolente que ousa interromper o seu monólogo. A um segundo ou terceiro encontro já o resultado é diferente... a mesma desconfiança, mas um maior brilho.
Depois chega a quadra.. os dias que precedem A noite e sou eu também um pouco de barbas.... mas isso é outra história.
Sorriam,
pedroftramos
sábado, 22 de novembro de 2008
Calor...
Nada como um fim de tarde a escrever à luz e calor de uma lareira ...
Btw.. é sábado.. w'r u?
Btw.. é sábado.. w'r u?
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Saudade
Nos fabulosos jantares que reúnem o não menos fabuloso grupo de Viena, discutia-se à distância de um ano, os bons momentos vividos e a vontade de voltar aos mesmos lugares, às mesmas recordações.
Já sozinho, num dos espaços de instrospecção revi as palavras de cada um e os olhos brilhantes comentando com saudade a magia daquela cidade. Tentei eu próprio rever os fins de tarde, os passeios madrugadores e as idas à missa em Alemão que não percebia.
Olhei para a pilha de papeis à minha frente, abri o moleskine e vi uma semana de testes e trabalhos. Olhei para mim e vi uma mente preocupada com objectivos académicos e profissionais, gerindo os factos do passado recente. Então percebi o que era Viena.. percebi os sonhos.. percebi a liberdade e saí...
Vesti o meu casaco comprido que usava pela ringstrasse e pelas lojas da stephanplatz, agarrei no meu cachecol e luvas mais quentes, (des)penteei-me, pus o mesmo perfume de Viena e saí...
Cheguei ao centro de Cascais carregado de entusiasmo e expectativas. De camara na mão percorri todas as ruas, captando pessoas, monumentos e nadas. Olhava em redor qual turista que chega pela primeira vez à cidade. Abordo um casal e pergunto no meu melhor accent inglês onde fica a marina. Eles sorriem e indicam-me o caminho que conheço faz anos. Continuo a falar com uma e outra pessoa, que amavalmente me respondem a todas as dúvidas que pareço ter. Despreocupado, liberto de tudo e todos, sem testes ou deadlines ou agendas, chego à Baía de Cascais e sento-me no meu lugar de eleição junto a D.Carlos. O fim de tarde é cinzento, ventoso e frio... paro, foco o horizonte, fecho os olhos, saio do meu corpo e deixo-me levar.. Estou em qualquer lugar do mundo, sou um turista de máquina na mão e coração aberto. Sou livre, louco e feliz. Respiro fundo, absorvo o momento, levanto-me e volto à realidade.
...
Sempre tive esta tendença louca de me perder. Adoro parar o relógio (literalmente), largar o ser metódico e racional e ser o mendigo das pequenas perfeições.
Louco, mas feliz...
Genuinamente feliz.
Os lugares ficam
Os amigos...
Vêm connosco.
E com eles...
Não há lugares.
pedroftramos
Já sozinho, num dos espaços de instrospecção revi as palavras de cada um e os olhos brilhantes comentando com saudade a magia daquela cidade. Tentei eu próprio rever os fins de tarde, os passeios madrugadores e as idas à missa em Alemão que não percebia.
Olhei para a pilha de papeis à minha frente, abri o moleskine e vi uma semana de testes e trabalhos. Olhei para mim e vi uma mente preocupada com objectivos académicos e profissionais, gerindo os factos do passado recente. Então percebi o que era Viena.. percebi os sonhos.. percebi a liberdade e saí...
Vesti o meu casaco comprido que usava pela ringstrasse e pelas lojas da stephanplatz, agarrei no meu cachecol e luvas mais quentes, (des)penteei-me, pus o mesmo perfume de Viena e saí...
Cheguei ao centro de Cascais carregado de entusiasmo e expectativas. De camara na mão percorri todas as ruas, captando pessoas, monumentos e nadas. Olhava em redor qual turista que chega pela primeira vez à cidade. Abordo um casal e pergunto no meu melhor accent inglês onde fica a marina. Eles sorriem e indicam-me o caminho que conheço faz anos. Continuo a falar com uma e outra pessoa, que amavalmente me respondem a todas as dúvidas que pareço ter. Despreocupado, liberto de tudo e todos, sem testes ou deadlines ou agendas, chego à Baía de Cascais e sento-me no meu lugar de eleição junto a D.Carlos. O fim de tarde é cinzento, ventoso e frio... paro, foco o horizonte, fecho os olhos, saio do meu corpo e deixo-me levar.. Estou em qualquer lugar do mundo, sou um turista de máquina na mão e coração aberto. Sou livre, louco e feliz. Respiro fundo, absorvo o momento, levanto-me e volto à realidade.
...
Sempre tive esta tendença louca de me perder. Adoro parar o relógio (literalmente), largar o ser metódico e racional e ser o mendigo das pequenas perfeições.
Louco, mas feliz...
Genuinamente feliz.
Os lugares ficam
Os amigos...
Vêm connosco.
E com eles...
Não há lugares.
pedroftramos
domingo, 9 de novembro de 2008
just beautiful...
“The human heart has hidden treasures, in secret kept, in silence sealed; The thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures, Whose charms were broken if revealed”
Charlotte Bronte
Charlotte Bronte
terça-feira, 4 de novembro de 2008
You make me feel so Young
You make me feel so young
You make me feel like spring has sprung
Every time I see you grin
Im such a happy individual
The moment that you speak
I want to go and play hide-and-seek
I want to go and bounce the moon
Just like a toy balloon
You and i, are just like a couple of tots
Running across the meadow
Picking up lots of forget-me-nots
You make me feel so young
You make me feel there are songs to be sung
Bells to be rung, and a wonderful fling to be flung
And even when Im old and gray
Im gonna feel the way I do today
cause you make me feel so young
Frank by
pedroftramos
You make me feel like spring has sprung
Every time I see you grin
Im such a happy individual
The moment that you speak
I want to go and play hide-and-seek
I want to go and bounce the moon
Just like a toy balloon
You and i, are just like a couple of tots
Running across the meadow
Picking up lots of forget-me-nots
You make me feel so young
You make me feel there are songs to be sung
Bells to be rung, and a wonderful fling to be flung
And even when Im old and gray
Im gonna feel the way I do today
cause you make me feel so young
Frank by
pedroftramos
terça-feira, 21 de outubro de 2008
"All the best for you"
Faz hoje 1 ano que em Viena de Austria tive uma das aparições mais marcantes da minha vida. Ainda me sinto vibrar perante aquelas palavras e vejo os seus olhos num misto de dor e reconhecimento, sob um manto escarlate. Estava inebriado na nossa felicidade quando aquele homem desamparado "pediu" auxilio. Lembro-me de percorrer as ruas de Viena durante dias em busca de alguma resposta...
Lembro-me de percorrer muitas outras ruas depois daquele fim de semana...
O seu presente é incerto mas o seu passado afectou determinantemente o meu futuro.
Por isso,
"All the best"

pedroftramos
Lembro-me de percorrer muitas outras ruas depois daquele fim de semana...
O seu presente é incerto mas o seu passado afectou determinantemente o meu futuro.
Por isso,
"All the best"

pedroftramos
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Ode to Joy
Vagabundo de conquistas passadas
qual Sparrow indigente
faz-se promotor na madrugada
da paixão 'inda existente
Cavaleiro de conquistas
em batalhas calorosas
perde-se em valentias
de palavras amorosas.
!Oh tempo que sorteias
a sina de outros tantos
faz-me audaz e passageiro
no infortúnio de outros prantos
!Tempo que outro tanto
me fizeste então viver
que quem espera sempre alcança
mais que o saiba sem saber.
Valentim pantomineiro
Dantas e aldrabão
inventor das causas nobres
em que vale o Coração
(...)
Sejas tu o que desejo
e faz passar à minha voz
a fluência do discurso...
+também ele a muito custo
de salvar o rio à foz.
Prelúdio transformista
do que foi feito e continuou
-Como podes ser...tão...egoísta
(...)
De fazer ver a cada vista
a Aparição que se formou.
Zeus,Apolo ou Afrodite
Cegos vigentes e moucos
desçam dos tronos de cetim
deixem Baco e seu festim
+E saibam que ainda que tarde o fim,...-
(...)
Vale a vontade e a esperança
da conquista e da bonança
de ser mais e mais vontade+
mais coragem, mais' verdade+
de vicilino vicinal+
em epopeia valorosa-
e em seu calor--
Sentimental!+
PedroftRamos
qual Sparrow indigente
faz-se promotor na madrugada
da paixão 'inda existente
Cavaleiro de conquistas
em batalhas calorosas
perde-se em valentias
de palavras amorosas.
!Oh tempo que sorteias
a sina de outros tantos
faz-me audaz e passageiro
no infortúnio de outros prantos
!Tempo que outro tanto
me fizeste então viver
que quem espera sempre alcança
mais que o saiba sem saber.
Valentim pantomineiro
Dantas e aldrabão
inventor das causas nobres
em que vale o Coração
(...)
Sejas tu o que desejo
e faz passar à minha voz
a fluência do discurso...
+também ele a muito custo
de salvar o rio à foz.
Prelúdio transformista
do que foi feito e continuou
-Como podes ser...tão...egoísta
(...)
De fazer ver a cada vista
a Aparição que se formou.
Zeus,Apolo ou Afrodite
Cegos vigentes e moucos
desçam dos tronos de cetim
deixem Baco e seu festim
+E saibam que ainda que tarde o fim,...-
(...)
Vale a vontade e a esperança
da conquista e da bonança
de ser mais e mais vontade+
mais coragem, mais' verdade+
de vicilino vicinal+
em epopeia valorosa-
e em seu calor--
Sentimental!+
PedroftRamos
domingo, 5 de outubro de 2008
"Into the Wild"

Nem sempre a transparência é sinal de percepção.
Não vemos o que não queremos ver e vivemos tranquilos, seguindo viagem entre montes e vales verdejantes, com um riacho ao nosso lado, uma melodia agradável e um pôr do sol ao fundo cheio de personalidade.
Chegamos ao fim da viagem e não tivemos problemas... somos novos, vigorosos, felizes e... aborrecidos.
Encontramos o caminho, não nos perdemos e sobra-nos tempo para sermos... aborrecidos.
Não bebemos, não saímos, não fazemos desportos radicais, não nos lançamos à aventura, apenas para vivermos no nosso escafandro cheio de borboletas... aborrecidas.
Temos mil e um grandes amigos mas ainda assim todos eles... aborrecidos.
No final do dia...
na mesma estrada...
Chove.
Há ruído..
Há cores outonais...
Há um rio revolto....
Um pôr do sol cinzento....
Perdemo-nos e acabamos num trilho.....
Bêbedos entre verdadeiros amigos, insultamo-nos, gritamos e abraçamos o mundo......
Vivemos bons e maus momentos e somos... humanos
Crescemos e somos... plenos
A vida tem sumo, mais ou menos doce, mais ou menos apetecível, mas sumo.
A água sacia a nossa sede, é essencial mas por si só insípida e incolor e ... aborrecida.
"Nem sempre a transparência é sinal de percepção"
Hoje bati em algo transparente e olhei através.
Não era brilhante mas era o esperado.
Revi as minhas escolhas e soube estar certo...
Saí à rua e dei um olá a toda a gente.
De fato ou calções
Sapato ou chinelos
Avião ou a pé
Vale o desejo da conquista,
Da vontade que nos ata ao leme
E nos guia...
"Into the wild"
PedroftRamos
Não vemos o que não queremos ver e vivemos tranquilos, seguindo viagem entre montes e vales verdejantes, com um riacho ao nosso lado, uma melodia agradável e um pôr do sol ao fundo cheio de personalidade.
Chegamos ao fim da viagem e não tivemos problemas... somos novos, vigorosos, felizes e... aborrecidos.
Encontramos o caminho, não nos perdemos e sobra-nos tempo para sermos... aborrecidos.
Não bebemos, não saímos, não fazemos desportos radicais, não nos lançamos à aventura, apenas para vivermos no nosso escafandro cheio de borboletas... aborrecidas.
Temos mil e um grandes amigos mas ainda assim todos eles... aborrecidos.
No final do dia...
na mesma estrada...
Chove.
Há ruído..
Há cores outonais...
Há um rio revolto....
Um pôr do sol cinzento....
Perdemo-nos e acabamos num trilho.....
Bêbedos entre verdadeiros amigos, insultamo-nos, gritamos e abraçamos o mundo......
Vivemos bons e maus momentos e somos... humanos
Crescemos e somos... plenos
A vida tem sumo, mais ou menos doce, mais ou menos apetecível, mas sumo.
A água sacia a nossa sede, é essencial mas por si só insípida e incolor e ... aborrecida.
"Nem sempre a transparência é sinal de percepção"
Hoje bati em algo transparente e olhei através.
Não era brilhante mas era o esperado.
Revi as minhas escolhas e soube estar certo...
Saí à rua e dei um olá a toda a gente.
De fato ou calções
Sapato ou chinelos
Avião ou a pé
Vale o desejo da conquista,
Da vontade que nos ata ao leme
E nos guia...
"Into the wild"
PedroftRamos
domingo, 28 de setembro de 2008
Depois da bonança tempestade
Depois da bonança tempestade
Depois do sorriso a ira
Depois do beijo a verdade
Do olá a despedida
Há dias num momento de especial coordenação, lia uns quantos versos enquanto escutava o jazz improvisado da trompete de Davis em So what. Estava feliz, balançado, envolto... Parecia um daqueles dias de Janeiro em que o robe é apenas um acessório na frente da lareira, mas que ainda assim lá está pelo seu ar confortável e amistoso. Anyway era Agosto, o sol brilhava e eu era uma agulha num palheiro de papeis rabiscados a lápis ou a canetas de várias cores, todos eles bem datados e com a bela assinatura redonda de "PedroRamos".
É engraçado ver a evolução na forma como escrevemos, quanto mais não seja porque a poesia é o espelho da alma, e assim pelos seus olhos vemos de quantas cores já fomos feitos.
O menos engraçado é que apesar do encarnado e do azul da redacção a temática num determinado período era da cor do dito dia de Janeiro só que com gripe e chávena quente na mão. A dimensão do escafandro era de tal forma constrangedora que nem a entrada de Coltrane parecia abanar o momento. Olhei para as datas e tentei um daqueles magnificos flash backs em que percebemos realmente o que aconteceu. Lá estava eu na magnifica maquina do tempo sorrindo à passagem dos anos, ao edificio que ainda existia, ao jornal sem bombistas nem crises e.. vi o tal escritor meio despenteado, de caneta na mão saltitando entre os dedos, olhando o céu em busca da palavra certa. Parecia um ser humano normal.. mais novo, mais magro, mais loiro, mais... disperso, mais...
Aproxeimei-me e lá estavam os versos sendo imaginados e escritos a tanta velocidade quanto a mão acompanha o pensamento. Mas eram tristes... Olhei-o nos olhos e eram brilhantes, sorridentes, alegres... mas os versos...
Agarro outro papel, este a lápis e de caligrafia terrível. Era uma simpática melodia de acordes leves e saudáveis lembrando uma brisa de Maio. Entro na máquina e...
Sinto areia nos pés.. à volta viam-se crianças a brincar, jovens a jogar á bola, raparigas a tagarelar e o "afamado" escritor afasta-se do jogo para se lançar num papel meio amarelado a escrever por cima da areia (explica a caligrafia). Escreve e reescreve levanta-se dá uma ou duas voltas ou três e volta a escrever. No final, guarda o papel e corre de novo para ocupar a sua posição... hmm strange but ok..
Um outro e ... uma serenata.. quente, encarnada e feliz...
7a.m. numa varanda sobre a aldeia e mar ao fundo... os pássaros tocam a melodiasob o qual escreve como se nada fosse, numa naturalidade experimentada. Os versos surgem numa penumbra calma, toque seguro e os olhos recorrem a lembranças breves mas bem focadas, em sobriedade absoluta.
A musica termina e a busca do crescimento também ... No final percebo que poderia pesquisar por um milhão de explicações e cores que construiram o quadro para o aperfeiçar mas... eu sempre fui mais de kandinskys ...
sorrio... o post tinha outro fundamento mas acabei por lembrar este momento..
Ontem foi um dia de boas noticias por diferentes vias de comunicação. Talvez tenha sido essa a razão para prolongar o sono. Hoje depois do processamento de tudo voltei a pegar nas páginas de memórias e abalei um pouco o entusiasmo.
Ainda assim tenho a paleta recheada e um novo davis para descobrir. Existem sempre momentos menos bons mas...
nas "palavras" do génio...
SO WHAT ?
Depois do sorriso a ira
Depois do beijo a verdade
Do olá a despedida
Há dias num momento de especial coordenação, lia uns quantos versos enquanto escutava o jazz improvisado da trompete de Davis em So what. Estava feliz, balançado, envolto... Parecia um daqueles dias de Janeiro em que o robe é apenas um acessório na frente da lareira, mas que ainda assim lá está pelo seu ar confortável e amistoso. Anyway era Agosto, o sol brilhava e eu era uma agulha num palheiro de papeis rabiscados a lápis ou a canetas de várias cores, todos eles bem datados e com a bela assinatura redonda de "PedroRamos".
É engraçado ver a evolução na forma como escrevemos, quanto mais não seja porque a poesia é o espelho da alma, e assim pelos seus olhos vemos de quantas cores já fomos feitos.
O menos engraçado é que apesar do encarnado e do azul da redacção a temática num determinado período era da cor do dito dia de Janeiro só que com gripe e chávena quente na mão. A dimensão do escafandro era de tal forma constrangedora que nem a entrada de Coltrane parecia abanar o momento. Olhei para as datas e tentei um daqueles magnificos flash backs em que percebemos realmente o que aconteceu. Lá estava eu na magnifica maquina do tempo sorrindo à passagem dos anos, ao edificio que ainda existia, ao jornal sem bombistas nem crises e.. vi o tal escritor meio despenteado, de caneta na mão saltitando entre os dedos, olhando o céu em busca da palavra certa. Parecia um ser humano normal.. mais novo, mais magro, mais loiro, mais... disperso, mais...
Aproxeimei-me e lá estavam os versos sendo imaginados e escritos a tanta velocidade quanto a mão acompanha o pensamento. Mas eram tristes... Olhei-o nos olhos e eram brilhantes, sorridentes, alegres... mas os versos...
Agarro outro papel, este a lápis e de caligrafia terrível. Era uma simpática melodia de acordes leves e saudáveis lembrando uma brisa de Maio. Entro na máquina e...
Sinto areia nos pés.. à volta viam-se crianças a brincar, jovens a jogar á bola, raparigas a tagarelar e o "afamado" escritor afasta-se do jogo para se lançar num papel meio amarelado a escrever por cima da areia (explica a caligrafia). Escreve e reescreve levanta-se dá uma ou duas voltas ou três e volta a escrever. No final, guarda o papel e corre de novo para ocupar a sua posição... hmm strange but ok..
Um outro e ... uma serenata.. quente, encarnada e feliz...
7a.m. numa varanda sobre a aldeia e mar ao fundo... os pássaros tocam a melodiasob o qual escreve como se nada fosse, numa naturalidade experimentada. Os versos surgem numa penumbra calma, toque seguro e os olhos recorrem a lembranças breves mas bem focadas, em sobriedade absoluta.
A musica termina e a busca do crescimento também ... No final percebo que poderia pesquisar por um milhão de explicações e cores que construiram o quadro para o aperfeiçar mas... eu sempre fui mais de kandinskys ...
sorrio... o post tinha outro fundamento mas acabei por lembrar este momento..
Ontem foi um dia de boas noticias por diferentes vias de comunicação. Talvez tenha sido essa a razão para prolongar o sono. Hoje depois do processamento de tudo voltei a pegar nas páginas de memórias e abalei um pouco o entusiasmo.
Ainda assim tenho a paleta recheada e um novo davis para descobrir. Existem sempre momentos menos bons mas...
nas "palavras" do génio...
SO WHAT ?
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Risk Seeking
"Here is the thing about mistakes...
Sometimes.. even when you know something is a mistake, you got to make it anyway"
By Ted Mosby
Sometimes.. even when you know something is a mistake, you got to make it anyway"
By Ted Mosby
domingo, 31 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Complicado é encontrar...
Caminho à beira mar numa envolvente monotonia que me carrega faz algum tempo. Observo o teu movimento de consistente incerteza que unido ao meu vai carregando energia de batalhas passadas de uma guerra de infindável beleza. Sentado aos teus pés tocas-me como há muito tempo não fazias. Envolves-me no teu carisma branco e perfumado trazendo noticias de tudo que envolves. Comunicas comigo num eloquente segredo, esquecendo todos os que estão, num final de tarde aquecido por um Sol alaranjado que insiste em se atrasar. De olhos fixados na fronteira do tempo e da forma, relaxo sob o cantar de gaivotas que nos acompanham, entoando vozes terceiras que fazem de ti algo maior. Insisto em tremor em abraçar-te fazendo-te parte de mim, assumindo-me igualmente grandioso e forte e capaz. O conclave voando canta opiniões multiplas sob a possibilidade de ficares mais um pouco. Entretanto o juiz de tudo isto liberta-nos da sua luz, espalhando-se em coágulos finos e estreados num céu turbulento. O vendo, percebendo tamanha imagem, une-se à vontade de tornar limpida a minha crença. O Sol desaparece... sinto um arrepio assinalando o temporal que vem... mas tu ficas. Em crescente afogas-me no teu sal e baloiças o meu mundo como ninguém. Sinto-nos perto... Durante horas dançamos de grão em grão numa melodia que as tuas ondas zumbam sem cessar. Sou levado ao engano de me sentir um conquistador de ti.. tamanho erro...
Sorrio à tua partida por saber que te vivi...
Sem razão aparente escorres-me das mãos sem vestígios de espuma. Deixas para trás uma planície brilhante que reflecte agora a luz de uma Lua já alta que convida ao prazer. Recosto-me e espero-te, numa esperança quase certa de regresso. Conto no céu inúmeros cenários de julgamento que, sob desenhos caprixosos, questionam a minha vontade.
E eu fico...
Adormecido pelo tempo que passou, perco-me em sonhos que me levam para longe em busca de ti. Ao fim de uma longa espera... Sinto-te.. Num sincronismo destinado também o primeiro raiar de dia surge para pintar este quadro tão belo que poderia fazer arrepiar Scarlatti no topo da sua fé. Sinto valer a espera e a decisão, ... envolves-me mais uma vez numa espuma fria... Deitado sob uma areia virgem e alisada por ti na noite anterior, olho o vazio em busca de uma onda diferente. Sinto valer o tempo e a ira. Sinto-me novo. Os espectadores reaparecem tornando o cenário real. Apesar de te saber perene e compreender o teu regresso constante a cada dia, vale a certeza.
Há momentos que contornam o tempo e o espaço. Este é um deles...
PedroftRamos
Mais do que escrever ...
Depois de 1 mês em viagem pela Europa e mais uns dias em Portugal estou de volta ao meu local de escrita, onde me deixo envolver pela natureza que me rodeia e deixo o coração escrever por mim.
Neste moleskine, comprado junto à lendária Sorbonne, registei 30 dias de aventuras e sorrisos, ao longo de 25 cidades.
Não comprometendo a eventual leitura deste livro, deixo apenas a nota geográfica do que se passou.
Lisboa-França-Bélgica-Holanda-Alemanha-Suiça-Itália-Croácia-Montenegro-Bósnia-Albânia-Grécia-Macedónia-Bulgária-Sérvia-Eslóvenia.
Em muitas cidades em que o tempo e as personagens se conjugaram continuei a jornada em busca desta human approach... A passagem a formato digital requer auditoria com recurso a memórias e fotografias. É isso que farei...
PedroftRamos
quinta-feira, 10 de julho de 2008
A caminho de Paris, começando um mês que se espera produtivo na aprendizagem e cultura paisagista. Esperarei postar tanto quanto o acesso à internet o permitir.
Em Portugal ficam alguns assuntos pendentes, cuja ausência poderá ou não influenciar.
Fica a promessa de voltar com muito material para dar actividade a este espaço e inúmeras histórias para contar à volta da mesa.
Um abraço,
Até Paris...
PedroftRamos
Em Portugal ficam alguns assuntos pendentes, cuja ausência poderá ou não influenciar.
Fica a promessa de voltar com muito material para dar actividade a este espaço e inúmeras histórias para contar à volta da mesa.
Um abraço,
Até Paris...
PedroftRamos
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Aparição...
Estoril,
Hoje vivi um momento de certa forma inquietante após o qual me perguntei a partir de que idade se começa a ler o DN pelo obituário.
Começando pelo prelúdio de tal acto:
Pelas 12h, com um acordar atrasado pela enfadonha teórica de Global já decorada, partia a caminho de Lisboa para 3h de Econometria, essa sim estonteante.
Para trás ficava uma das mais belas paisagens, balanceando o equílibrio entre o mar revolto e a bucólica e nostálgica baía de Cascais.
No Estoril entra este... Pedro Franco. Outrora homem de figura provocadora ao mulherio da linha, Pedro é hoje um homem vergado pela sabedoria e charme que embrulha exemplarmente num fato cinza clássico, enlaçado por um cachecol cosmopolita que lhe confere uma certa envolvência misteriosa.
Tomando o lugar à minha frente, desperta a curiosidade de jovem ambicioso, qual Steven Levitt, que ao aprender os traços cognitivos do sucesso, se entente também mais promissor. Numa pasta viajada guarda pastas de relatórios infindáveis que troca jovialmente pelo momento de abrir o jornal do dia. Passa um olhar pelas letras negras que referem umas quantas (in)verdades, buscando de seguida em movimento automático e aprendido, a página do obituário . . . Relê nomes e convites, num momento em que o próprio voyeur, numa cumplicidade não questionada, se entristece ao perceber que Pedro encontra amigos e escolhe palavras para o dia que já foi mais miragem. Os minutos que despende ali são mais que leitura. Juraria que os próprios olhos ja se enclausuraram na projecção de toda uma vida de grandiosas vitórias e barreiras destruídas pelo seu vigoroso olhar.
A dada altura, quebra a passagem mitológica por um retirar de telemóvel, como quem faz pause na cena, para trazer de volta a realidade de certa forma divertida. Marca mesa para 2 "junto ao rio"... Companheira... Amigo de armas.. talvez a frieza de um qualquer negociante. A sua clausura do momento não permite ao curioso tamanha transparência.
De qualquer forma e de volta à página, sente-se a audaz vontade de escolher paisagens que se perpetuem e pessoas que vistam o luto... no dia que chega,..., sempre chega... mas se atrasa e perde, naquela incrível vontade de viver.
Pedro Franco by
PedroftRamos
Hoje vivi um momento de certa forma inquietante após o qual me perguntei a partir de que idade se começa a ler o DN pelo obituário.
Começando pelo prelúdio de tal acto:
Pelas 12h, com um acordar atrasado pela enfadonha teórica de Global já decorada, partia a caminho de Lisboa para 3h de Econometria, essa sim estonteante.
Para trás ficava uma das mais belas paisagens, balanceando o equílibrio entre o mar revolto e a bucólica e nostálgica baía de Cascais.
No Estoril entra este... Pedro Franco. Outrora homem de figura provocadora ao mulherio da linha, Pedro é hoje um homem vergado pela sabedoria e charme que embrulha exemplarmente num fato cinza clássico, enlaçado por um cachecol cosmopolita que lhe confere uma certa envolvência misteriosa.
Tomando o lugar à minha frente, desperta a curiosidade de jovem ambicioso, qual Steven Levitt, que ao aprender os traços cognitivos do sucesso, se entente também mais promissor. Numa pasta viajada guarda pastas de relatórios infindáveis que troca jovialmente pelo momento de abrir o jornal do dia. Passa um olhar pelas letras negras que referem umas quantas (in)verdades, buscando de seguida em movimento automático e aprendido, a página do obituário . . . Relê nomes e convites, num momento em que o próprio voyeur, numa cumplicidade não questionada, se entristece ao perceber que Pedro encontra amigos e escolhe palavras para o dia que já foi mais miragem. Os minutos que despende ali são mais que leitura. Juraria que os próprios olhos ja se enclausuraram na projecção de toda uma vida de grandiosas vitórias e barreiras destruídas pelo seu vigoroso olhar.
A dada altura, quebra a passagem mitológica por um retirar de telemóvel, como quem faz pause na cena, para trazer de volta a realidade de certa forma divertida. Marca mesa para 2 "junto ao rio"... Companheira... Amigo de armas.. talvez a frieza de um qualquer negociante. A sua clausura do momento não permite ao curioso tamanha transparência.
De qualquer forma e de volta à página, sente-se a audaz vontade de escolher paisagens que se perpetuem e pessoas que vistam o luto... no dia que chega,..., sempre chega... mas se atrasa e perde, naquela incrível vontade de viver.
Pedro Franco by
PedroftRamos
quinta-feira, 3 de julho de 2008
primeira pedra...
Depois da preocupação e distúrbio que advém do período conturbado de exames, chegou a hora de, incentivado pelos milhares de pedidos lol, lançar este blog. Verdade seja dita que a ideia vem de trás, já teve cronologia de posts definidos, mas faltava o tempo, a liberdade criativa, o cultivo da inspiração, enfim...
Apesar de ser hoje o dia do cocktail, do dress code apurado e dos reencontros, a verdade é que o fio condutor desta obra ainda permanece em fase embrionária, dependendo do vosso feedback e da minha reacção ao desenvolvimento da mesma.
Entre o life blog de acontecimentos, sentimentos e criações e a derivação humana que o próprio nome confere, estaremos a falar de textos, prosa ou poesia, que irão abordar mais do que a minha pessoa, as imagens que eu tenho dos outros, da vida, do envolvente e verbalizar tudo numa tentativa de passar para o papel o turbilhão de ideias quotidianas.
Até às próximas linhas,
Um abraço tão generoso quanto a nobreza dos vossos actos ;)
PedroftRamos
Apesar de ser hoje o dia do cocktail, do dress code apurado e dos reencontros, a verdade é que o fio condutor desta obra ainda permanece em fase embrionária, dependendo do vosso feedback e da minha reacção ao desenvolvimento da mesma.
Entre o life blog de acontecimentos, sentimentos e criações e a derivação humana que o próprio nome confere, estaremos a falar de textos, prosa ou poesia, que irão abordar mais do que a minha pessoa, as imagens que eu tenho dos outros, da vida, do envolvente e verbalizar tudo numa tentativa de passar para o papel o turbilhão de ideias quotidianas.
Até às próximas linhas,
Um abraço tão generoso quanto a nobreza dos vossos actos ;)
PedroftRamos
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