segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Olhar


Perante um desfiladeiro fundo ainda que envolto em espaços verdejantes sou confrontado com a opção de chegar à outra margem por uma ponte de cordas sonoras e crispadas pelo tempo. No primeiro instante observo em redor este lado e vejo arvores frondosas, cascatas sumptuosas e lagos brilhantes; do outro lado uma vegetação densa que se contrai ao olhar e guarda o segredo.
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A ponte a baloiçar, as tábuas a desafiarem o coração mais sereno e um outro lado por descobrir despertam em mim uma vontade de jornada à Jones.
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Inicio o caminho lentamente, suportando o pé uma e outra vez, embora em tábuas alternadas que randomizam o risco e se estabelecem enquanto fuga.
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Deixo a safety zone para voar na incerteza e na adrenalina que apenas aquele som consegue dar. Conjugo movimentos ao seu ritmo e perco a noção do espaço, o que não é mau de todo se levar em conta uma ligeira acrofobia.
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Ao cruzar da metade, a outra margem é agora menos visível devido à neblina baixa e fria que se instalou. O equilíbrio desafia a sorte, o peso é menos sustentado e a madeira cede até ao rio que bem longe segue despreocupado. . Respiro fundo, fito o objectivo e continuo mais enquadrado com o perigo.
A densidade é agora ilusão, o oásis vegetação, a ponte … difusa
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O olhar?
Esse é o mesmo.
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pedroftramos

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